

BRASIL, Sudeste, SANTO ANDRE, PARQUE ERASMO ASSUNCAO, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Música, Moda
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O papai matou alguém?
Eu não consigo aceitar.
Se fosse eu... sim...eu entenderia...
Eu nunca fui uma pessoa de muitas palavras e não falar muito diz muitas coisas. Meus domingos nunca foram igual a dos outros, nunca tive amigos para me visitarem, passeios à tarde na praia, passeios apaixonados de mãos dadas no shopping.
Vi o sol descer sob as janelas...
Acabava adormecendo...acreditando que o dia já havia passado e ainda despertando nele... desejando que tudo fosse apenas um mal sonho.
Despertava na semana aonde os estudos e trabalho me mantinham concentrada passando a todos uma impressão seria... assim as horas eram menos longas.
Fizeram vista grossa ao meu comportamento distante ou então acharam melhor me manterem distante.
Não me encaixava nos padrões pré-estabelecidos e não desejava pertencer a grupo algum.
Ouvi recentemente um especialista dizer que as emoções paravam na garganta, talvez isso respondesse minhas constantes dores de garganta e infecções, minhas constantes idas a médicos.
Escrito por Blinded by Tears

Coração!!!
Como compreender este hospede que de tão desconhecido decide e dita suas próprias regras...
Inconseqüente!!!
Incoerente!!!
Quem ele pensa que é?
Sorri quando se deve chorar... Chora quando se deve rir... Se prende quando deveria se libertar...
Porque ele simplesmente não alcança vôo e se deixa voar...
Escrito por Blinded by Tears

Sublime relicário
Amanha toda dor cessara
E a saudade não mais amargara minha boca
Esta que se acostumou com teus beijos
Hoje se cala fria e sem vida
A espera de algum vestígio seu
Sem tua presença a vida se descora aos poucos
Deixando tudo em minha volta como um cenário morto
E hoje manifesto uma alegria inexistente
Declamo amores fictícios
Exalo um frescor idoso
Tenho uma visão velha... Morta
Onde dias se passam como semanas
È tudo tão sublime que a própria morte
Esta amante desleal (sem trégua)
Encontra em mim o seu relicário ideal
Adentrando em meu recinto
Invadindo minha privacidade
Ela me tem nos braços
E me leva para minha ultima dança...
O fim...
escrito por Blinded by Tears & Pirafuneraria

Acalenta-me em seu colo, meu amor...
Para que eu possa esvanecer em seus braços mais uma vez
E que esta minha entrega
Me faça desatar das amarras do meu orgulho
E que neste desprendimento
Eu esqueça a idéia de te esquecer...
Escrito por Blinded by Tears

Ah! Como eu gostaria de habitar seu coração...
Ser a musa
A inspiração
A imagem helênica que você tão secretamente cinzelou
Em seu âmago de venturas...
Escrito por Blinded by Tears

..."Quem manda no meu corpo
Nas minhas vontades,
No meu gosto...
És oposto ao oposto
Meu lamento glorioso
Meu senhor... Meu carrasco
És meu êxtase tão desejado!"...
Porque és tão dominador
Aos seus pés sou facilmente domesticada
Exerça seu poder sobre mim
Sou sua propriedade... Sua nova aquisição
Bandeira branca, amor
Eu me rendo aos seus ataques
Submissa as suas vontades
Perco o comando acato suas ordens
Pois até tua voz já me causa desordem
Como um cachorrinho
Me derramo com qualquer gracejo
Carimba seu nome em ferro brasa
Demarque sua propriedade, é o meu desejo!
Exercendo seu totalitarismo
Lambo suas feridas
Sou tua... Sou maldita
Sou servida do teu ar
Seu desejo... Seu amar
Suas mãos...minha face
Suas unhas...meu descarne
Sou seu novo bem...
Sua aquisição...
Me bate, mal trate
Devore e descore
O brilho que há tempos eu não tinha
E então faça com que eu implore!
E o meu desejo ter-te como meu amo meu senhor
Meu amor!...Meu amor!
"Meu corpo seu templo
Sou sua serva... sua escrava
Tu és meu amo meu senhor
Porque és tão dominador
Estenda a bandeira de vitoria sobre mim...
Escrito por Blinded by Tears & Pirafuneraria

Estou grávida de silêncios
Gestante de ausências
Gerando o abandono
O abandono de...
Dias inteiros
Semanas completas
Meses precisos
E preciso parir...
Parir os dias que se passaram em vão.
Escrito por Blinded by Tears

Sorrisos outrora esquecidos
Despontam em meu rosto enternecido
Anulo meu ego destrutivo
E me reinvento sob as cinzas plúmbeas do aniquilamento
Em furtivo desenlace
Permito minhas mãos às caricias
Sobre mim pairam montanhas andaluzas...
Escrito por Blinded by Tears

Há uma necessidade...
Que urge
Que grita
Que blasfema
Que ultrapassa pelos poros
Que se é palpável no ar
Há uma vontade...
Um desejo eminente
De agarrar em minhas mãos:
...VIDA...
Há vida em mim...
Vida escapando por entre minhas mãos
Se derramando no decorrer dos dias
Escorrendo pelo ralo
Desperdício...
Desperdício de desejos... de quereres...
Alma refém gritando para ser liberta...
Todo dia eu torço por algo maior
De grandes impactos e proporções
Todo dia eu torço por algum acontecimento...
Um terremoto, a chegada do anticristo, por um bilhete premiado, por um pedido de casamento, por um emprego, por um filho, por uma bala perdida, pelo começo do fim do mundo...
Quero gritar ate ficar sem voz
Chorar ate secarem as lagrimas
Quero rir ate cair no chão
Quero amar ate ficar com as pernas bambas
Hoje eu me recuso a aceitar migalhas
Necessito de excessos
Eu exijo excesso...
Excesso de amor
Excesso de atenção
Excesso de dinheiro
Excesso de poder
Eu cansei...
Cansei de lutas sem vitórias
De esperas desesperançosas
Eu quero tudo
Antes que eu perca a capacidade de querer...
Quero mudanças... acontecimentos
Um mundo aonde as coisas acontecessem
Quero um mundo menos estático
E não apenas passar por ele sem marco e nem vitórias...
Escrito por Blinded by Tears

Toc... toc...
Um barulho impertinente na janela a acorda...
Nem percebera há quantas horas estivera dormindo... só se lembrava que demorara a dormir naquela noite...
Toc... toc...
Claudia levanta...
Os pés tocando o chão gelado...
Quando colocou os pés descalços no chão avaliara o peso da dor derramada noite passada... prometera a si mesmo fazer de tudo para não sentir aquela dor novamente...
Toc...toc..
O toc toc parecia perder a força na medida em que se aproximava da janela...
Finalmente abrira a janela ao se reparar com aquele pássaro com a asa ferida um sorriso lhe banhara o rosto... as mãos pequenas pareciam desajeitadas ao acolher o animal que se deixava ir tão livremente.
Lembrara que tinha uma antiga gaiola no porão (serviria de abrigo enquanto ele se recuperasse).
Colocou o pequeno pássaro com todo o cuidado na gaiola, encarregara-se de ir a cozinha encontrar alguma fruta um pouco de água e algo para o ferimento.
Uma lagrima descera dos olhos quando colocou o medicamento no ferimento...era como se pudesse sentir a dor.
Depois dos primeiros cuidados se apressara para se trocar e ir para o serviço, na volta para casa foi direto ver como ele estava... o pássaro parecia melhor.
Claudia acordou cedo no dia seguinte... há tempos não despertava tão cedo...era como se aquele pássaro trouxesse-lhe vida...
Novamente o alimentara nos dias conseguintes...
Alegrava-se em vê-lo pulateando de um puleiro para o outro...
Mas ao mesmo tempo em que o pássaro se curava ela se feria... não poderia manter-lo preso naquela gaiola...ele era um pássaro selvagem acostumada a vida livre jamais seria feliz preso...mas decidiu ainda mantê-lo por mais aquele dia...
Ao despertar...
Logo após abrir a janela e se surpreender com o azul límpido do céu encantara-se ao ouvir o canto dos pássaros...
Claudia correu ate a gaiola e a levou ate a janela... abriu a portinhola...o pássaro não demorou muito a sair...logo partiu e voou...
Saberia que sentiria falta... mas uma vez ouvira que o amor libertava...
E assim o fez...
Escrito por Blinded by Tears